Será, “The Evil Within” é tudo que “Resident Evil” deixou de ser.

“The Evil Within” é um clássico do terror esperando para acontecer. O novo game de Shinji Mikami, é tudo o que “Resident Evil” deixou de ser nos últimos anos: uma aventura tensa, sombria e tão envolvente quanto assustadora.

Por mais inédito que seja, o game transmite uma sensação constante de familiaridade para os jogadores veteranos. Num primeiro momento, ao jogar a demonstração de “Evil Within” na E3 2014, pensei ser pelo filtro gráfico granulado, que deixa o jogo com uma aparência sutilmente retrô. Depois, imaginei ser a câmera posicionado logo atrás do ombro ou o cenário bucólico e sombrio.The-Evil-Within_2013_10-23-13_003

Mas foi só após atirar no primeiro zumbi para compreender a extensão da familiaridade: o impacto dos tiros, a reação física do morto-vivo que teve o ataque interrompido e acaba caindo ao chão. “Evil Within” tem a mesma pegada de “Resident Evil 4”, ainda que o herói seja mais ágil e sua mira, menos trêmula (mas o cabelo é tão bacana quanto o de Leon Kennedy era em 2005).

Sebastian Castellanos, o pobre detetive que você controla em “Evil Within”, é tão capaz em uma luta quanto Leon em “RE4”. Equipado com diversas armas, selecionáveis ao toque de um botão (que, vale notar, não pausa o jogo, apenas desacelera a ação), Castellanos encara brigas que sempre podem acabar mal. Exceto na dificuldade padrão, basta um disparo errado, um movimento que não foi pressionado a tempo, para Castellanos acabar morto.

 

Personalidade própria

Ao lutar contra os zumbis, por exemplo, não basta estourar suas cabeças. É preciso queimar os corpos quando estão no chão, ou os mortos-vivos voltam a se levantar. Outros inimigos exigem abordagens mais cuidadosas ou, em alguns casos, obrigam o jogador a fugir e se esconder embaixo de camas ou dentro de armários.

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O arsenal de Castellanos inclui revólver, escopeta, uma poderosa besta, uma faca e fósforos, entre outras armas, todas passíveis de melhorias conforme você progride na aventura.

Você pode improvisar com objetos do cenário, como garrafas de vinho e é preciso ser econômico com a munição, embora na dificuldade padrão, caixas de balas e flechas apareçam com frequência.

Explorar cada canto do jogo é fundamental para a sobrevivência, o que também garante muitos sustos, pois você quase nunca vai ouvir os zumbis chegando…mas a ambientarão é tão bem feita que sentirá um arrepio na nuca enquanto pega um item numa salinha vazia, apenas para virar a câmera para trás e dar de cara com um morto-vivo se aproximando.

A forma que você vai jogar “Evil Within” é uma escolha pessoal. Seja avançando lentamente com disparos certeiros ou bancando o ninja furtivo e derrubando os zumbis com golpes de faca. É preciso gerenciar a saúde de Castellanos e os recursos disponíveis ao mesmo tempo em que resolve puzzles sangrentos e mergulha na trama sinistra apresentada por Mikami.

 

Na demo, era preciso abrir uma passagem bombeando sangue por uma tubulação nas paredes de uma mansão antiga e assombrada. Em uma das salas, Castellano encontra uma cabeça instalada no que parece um laboratório. O cérebro está à mostra e é preciso operar uma broca para perfurar o órgão no ponto certo e resolver o puzzle.

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